Olá pessoal, seguindo o conselho da minha amiga Maria Gabriela Parini resolvi escrever um blog sobre a minha estada aqui em Paris. Muita coisa acontece e ela tem razão ao dizer que esquecemos, com o passar do tempo, dos detalhes que enriquecem a nossa experiência aqui. Gostaria de começar falando do Metro! É enorme, é impossível de usar sem os mapas! Mas, por outro lado, você pode caminhar seguro se olhar as sinalizações que há por toda parte. Para os ansiosos é fundamental adquirir o cartão Navigo (que é por zonas, cada uma com seu preço) pois ele dá direito a andar de metro, bus e trem e passar direto pelas catracas. Todos os dias há pessoas se atrapalhado com as catracas...aqui vc deve manter o bilhete consigo para validá-lo na hora de sair. Caso contrário, vc não sai por meios legais....daí só pulando a catraca! Por isso é fundamental o cartão! Para as cinco zonas, custa 118,00 euros! Mas quanto vale a nossa tranquilidade, né? Vou fracionar as coisas, como elas estão acontecendo, senão me perco! Abração! #voilà!
domingo, 6 de outubro de 2013
sábado, 3 de agosto de 2013
Pessoal, uma nova resenha minha foi publicada na Revista Patrimônio e Memória, da Unesp de Assis. Trata-se da obra de Timothy Snyder, Bloodlands: Europe between Hitler and Stalin, de 2010. O livro foi, recentemente, traduzido e publicado pela editora Record, sob o título Terras de sangue. Segue o link:
http://pem.assis.unesp.br/index.php/pem/article/view/285/619
http://pem.assis.unesp.br/index.php/pem/article/view/285/619
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Ainda sobre o poder das palavras! Magistral o livro novo do historiador Robert Darnton. O autor dedica-se a demonstrar como a calúnia e a difamação foram armas poderosas que ajudaram a destruir a imagem dos mantenedores do poder na França. Além disso, ele reconstruiu as redes de relacionamento que ligavam os homens da imprensa não só na França mas também na Inglaterra, em busca das trilhas das obras clandestinas que entravam no reino de Luís XVI. Vidas privadas confundiam-se com a esfera pública causando graves consequências para a imagem dos mandatários que, muitas vezes, investiam dinheiro para calar os escritores, por meio da compra de obras que ainda estavam no prelo. Ao reconstituir tal cenário, Darnton não olvida nenhum elemento: trabalha com os intelectuais que escreviam, com a rede de distribuição de tal material e analisa, com genialidade, as relações entre imprensa e poder no século XVIII. Um livro essencial aos estudiosos da mídia escrita e para aqueles que interessam-se pela história do tempo presente, cada vez mais midiatizada! Aliás, tal detalhe não escapou aos olhos dos editores do livro que inseriram, para apresentar a obra, a seguinte frase: "Denúncias como as que contribuíram para a queda da monarquia francesa no século XVIII ainda perseguem os políticos nos dias de hoje. Os regimes autoritários podem ser vulneráveis a palavras, e palavras bem colocadas podem mobilizar a força misteriosa conhecida como opinião pública".
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Certa vez fui obrigado, numa destas muitas redações da vida, a escrever sobre o poder das palavras. Fiquei um tempo considerável me contorcendo entre os chavões diuturnos e as besteiras desesperadas. Por fim, escrevi sobre o terror que algumas palavras impõem nas pessoas. Até que, anos depois, deparei-me com este livro. O tema e o título já me chamaram a atenção: LTI, a linguagem do Terceiro Reich. Desde a oitava série que o Terceiro Reich despertou minha atenção. Não entendia nada do poder de atração do nazismo, nem de como a sociedade alemã (Land des ideen) sucumbira diante do movimento hitlerista. O livro de Victor Klemperer lança muitas luzes sobre tais questões. A tese principal é que "o nazismo se embrenhou na carne e no sangue das massas por meio de palavras, expressões e frases impostas pela repetição, milhares de vezes, e aceitas inconsciente e mecanicamente". Para ele, a partir do momento que as vítimas do nazismo passaram a se utilizar do vocabulário do algoz, estava selada a vitória do movimento. Vale destacar que o argumento do autor se baseia em suas pesquisas no campo da filologia, área a qual se dedicava antes da chegada de Hitler ao poder. O livro é permeado de exemplos que evidenciam ao leitor, a todo instante, o poder da tese apresentada logo no prefácio: judeus, comunistas, todos foram bombardeados pela imprensa controlada pelo partido e acabaram se utilizando dos mesmos termos que os nazistas na batalha que se travava interna e externamente. A capa da edição alemã trouxe a figura do "dr." Goebbels, que liderava o Reichsministerium für Volksaufklärung und Propaganda, criado para mimetizar os alemães. Os discursos de Goebbels durante os espetáculos que se tornaram os comícios e encontros políticos antes e, principalmente, depois do início da guerra, revelam o poder de manipulação - palavra que inquieta - que o dom da oratória conferia aos líderes do movimento. A obra deste filólogo narra com detalhes a ascensão de palavras que foram ressignificadas para articular-se melhor ao ambiente desejado por Goebbels e Hitler. Mesmo entre os judeus, de acordo com Klemperer, havia as palavras maculadas, como privilegierten, termo que se referia aos judeus casados com alemães e que tiveram suas vidas poupadas, num primeiro momento. A obra acompanha a ascensão e a queda do Terceiro Reich e demonstra como os termos utilizados mudam ao longo do tempo. Indispensável a qualquer estudioso do século XX, o livro de Victor Klemperer pode ser lido, ainda, como testemunho e memória de um sobrevivente de um dos períodos mais conturbados e violentos da história contemporânea. Sua advertência, até hoje é válida: "Palavras podem ser como minúsculas doses de arsênico: são engolidas de maneira despercebida e parecem ser inofensivas; passado um tempo, o efeito do veneno se faz notar". Creio que o livro e as indagações do autor seriam de grande auxílio a qualquer estudante que hoje se perguntasse: e a palavra? ela tem algum poder?
sábado, 2 de julho de 2011
Tempo passado
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